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Um colectivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária.

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PORTA (2021)

“O que levo na cabeça é isto mesmo: levo a impaciência. E a impaciência pesa e não se pode colocar no chão para depois a vir buscar mais tarde. Não é assim um peso tão fácil de dispensar. A impaciência não se pode esquecer, mesmo nos ataques de amnésia. Há acidentes violentos em que a cabeça e as mãos perdem tudo, todo o raciocínio e memórias, mas mantêm a impaciência. A impaciência; sem ela, seríamos mais calmos. Mas sem ela, ainda estaríamos do mesmo lado. Nascíamos num lado e ficávamos nele. Nunca percas a impaciência, disse o meu pai. O meu pai.”
Gonçalo M. Tavares

texto Gonçalo M. Tavares

dramaturgia e encenação João Brites

um diálogo com Juliana Pinho

 

música Jorge Salgueiro 

cenografia Rui Francisco 

desenho de luz e som Philippe Domengie

operação de cena Dora Sales

operação de som Inês Gregório

operação de luz Rita Louzeiro e Nicolas Manfredini